terça-feira, 5 de maio de 2015

QUASE DOIS TERÇOS DOS MUNICÍPIOS DA BAHIA ESTÃO EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA POR CAUSA DA DENGUE



Dengue põe Bahia em estado de emergência: 68% dos municípios já registram números alarmantes de casos em 2015.

dengue
Na Bahia, mais de 20 mil baianos estão com fortes dores de cabeça, dores atrás dos olhos, perda do paladar e do apetite, náuseas, vômitos, moleza, dor no corpo e outros sintomas da dengue. De acordo com a Secretaria de Saúde (Sesab) da Bahia, o estado encontra-se em estado de emergência por conta dos aumentos dos casos de dengue em 2015. Dados do Ministério da Saúde apontam que, em todo ano de 2014, 4.792 casos foram registrados no estado. Este ano, até do dia 30 de abril, 20.813 casos foram registrados – o que representa um aumento de 153% em relação ao mesmo período do ano passado. Os casos estão presentes em 286 dos 417 dos municípios da Bahia (68,6%) e colocam em alerta as populações de Itabuna (4.280), Ilhéus (3.629), Jequié (1.508), Salvador (880), Ibicaraí (592), Jeremoabo (569), Buerarema (470), Simões Filhos (406), Macaúbas (398) e Feira de Santana (396), que concentram 63,1% das ocorrências. De acordo com boletim da Sesab, duas mortes foram registradas: uma em Salvador e outra em Feira de Santana. Para deter o avanço da doença, a Sesab diz fazer o acompanhamento e monitoramento dinâmico dos municípios, visando detectar precocemente o início da transmissão de dengue através de instrumentos de coleta e processamento de dados informatizados e mapas digitalizados e bloqueio de transmissão com equipamentos portáteis para aplicação de inseticida à ultra baixo volume (UBV) em 257 municípios (286 notificantes). 
A febre chikungunya, registrada desde setembro de 2014 na Bahia, tem 5.953 casos em 127 municípios até o dia 22 de abril deste ano. Do total destes casos, 2.360 em 2014, 3.397 em 2015. As cidades com transmissão confirmada no período são Feira de Santana, Riachão do Jacuípe, Baixa Grande, Ribeira do Pombal, Amélia Rodrigues, Valente, Camaçari, Salvador e Simões Filho. Os municípios com casos importados (casos confirmados com vínculo epidemiológico com Feira de Santana ou Riachão do Jacuípe) são Alagoinhas, Brejões, Cachoeira, Conceição do Coité, Nova Fátima, Irecê, Pé de Serra e Santa Bárbara. Outros municípios que têm casos confirmados e permanecem em investigação quanto ao local provável de infecção: Capela do Alto Alegre, Ipirá, Lauro de Freitas, Pé de Serra, Pintadas, Serrinha e Una. 
Já a tal “doença misteriosa”, diagnosticada pelo Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da Ufba como Zika Virus, teve 5.067 registros, sendo a maior concentração nos municípios de Camaçari (2.296); Salvador (1.051); Simões Filho (486); Jequié (396); Itiúba (222); Valença (66); Feira de Santana (40).


Casos de dengue no país aumentam 234% e chegam a 745,9 mil neste ano

Até o dia 18 de abril, foram registrados 404 casos graves de dengue

Desde o início do ano até o dia 18 de abril, o país já registrou 745,9 mil casos de dengue – um aumento de 234,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 223,2 mil casos da doença. Os números foram divulgados hoje (5) pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o balanço, a Região Sudeste apresenta a maior incidência de dengue, com 575,3 casos para cada 100 mil habitantes (489.636 casos no total); seguida das regiões Centro-Oeste, com 560,7 para cada 100 mil habitantes (85.340 casos no total); Nordeste, com 173,7 para cada 100 mil habitantes (97.591 casos no total); Sul, com 159,8 para cada 100 mil habitantes (46.360 casos no total) e Norte, com 156,6 para cada 100 mil habitantes (27.030 casos.

Segundo a pasta, foram confirmadas 229 mortes causadas pela doença nas 15 primeiras semanas do ano – um aumento de 44,9% em relação ao mesmo período de 2014, quando foram registradas 158. Além disso, até o dia 18 de abril, foram registrados 404 casos graves de dengue – aumento de 49,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 270 casos graves.
O combate ao Aedes Aegypti é um trabalho coletivo. População não deve esperar por governos e estes não podem fazer o trabalho sozinho.